O artista padece de cada detalhe do que cria

2 de setembro de 2010 § Deixe um comentário

A experiência que (ele) descreve como estética não se reduz ao objeto sobre o qual se volta, como uma obra de arte qualquer, pois surge tanto frente a estas como no cotidiano. Com efeito, tal sorte de experiências é o que impede que a vida siga incessantemente o fluxo da banalidade, do homogêneo. Ela se caracteriza por ser marcante, total e indistinta em termos afetivos, intelectuais, volitivos e práticos, dada como um todo pronta e imediatamente vivido, que não pode ser decomposto em unidades distintas como as citadas sem que tal procedimento artificial se dê às expensas de seu real significado. Ela surge como o fim de um processo de intensidade gradativa, constituindo seu ápice ou consumação e imprimindo sensações de magnitude visceral, consideravelmente marcantes (Dewey, 1974; Kastrup, S/A). A experiência estética, portanto, é aquela que promove uma ruptura nos parâmetros habituais de sentir e pensar, não impondo os critérios advindos do já experimentado no passado àquilo que é experimentado no presente; não se reduzindo à recognição. Conforme aponta o filósofo: “Os inimigos do estético (…) são o monótono; a lassidão dos fins indevidos; a submissão às convenções nos procedimentos práticos e intelectuais”.

(Dewey, 1974, p. 251).

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