Quem entra no Bosque? Vem…

2 de setembro de 2010 § Deixe um comentário

Para entrar no CiberBosque é necessário conhecer Mitologia?

Claro que não. A vida mítica está aí, em nossos sonhos, numa casquinha de sorvete, no genoma, e até no vazio das coisas. Mas é bom lembrarmos que os Sonhadores, os faunos, as ninfas, os poetas, pintores, os meninos que levam o paninho enrolado no dedo – todos os que têm a criação como lida – navegam em dois barcos pelos mares do pensamento: o pensamento-barco da razão, da vigília, da lógica, das análises, e o barco do pensar em repouso, pelas sínteses, imagens, esse imaginativo barco analógico.

No modo de pensar do Sonhador, o pensamento racional navega sem perder de vista o pensamento mítico, que é um dos modos sine qua non de conhecimento do mundo sensível, e, pela natureza extrema da atenção ao instante, de conhecimento do Imponderável.

Fazer poema é dar à luz o imponderável. Não é mesmo?

Todo Sonhador, assim, pensa por inteiro: em como são as coisas do dia a dia… e até onde vai o horizonte delas.

Então, não custa nada entrarmos nos Mitos, não é?

Quer colaborar? Vamos? Fauno (do latim Faunus, “favorável” ou Fatuus, “destino” e ainda “profeta”) originário da mitologia romana, como um rei do Lácio transmutado em deus e, a seguir, sofreu diversas modificações, sincretismo com seres da religião grega, causando confusão entre mitos variados (como, por exemplo, entre as criaturas chamadas de faunos – em Roma – e os sátiros, gregos). É preciso saber que o nome era usado para denominar três figuras: Fauno, rei mítico do Lácio, deificado pelos romanos; Faunos (no plural, embora possa ser usado no singular, quando individuado o ser) – criaturas que, tal como os sátiros gregos, possuíam um corpo meio humano, meio bode, e que seriam descendentes do rei Fauno (Eram semideuses e, portanto, mortais); ou ainda, Fauno, um marinheiro que, tendo se apaixonado por Safo, obteve de Afrodite beleza e sedução a fim de que pudesse conquistar a poetisa. Desde a antiguidade, em muitos festivais de Atenas, a maioria dedicados a Dionísio, diversas tragédias eram representadas antes de uma peça chamada “satírica”, onde os atores, em coro, se fantasiavam de faunos, realizando danças e cantos em flautas, para cortejar o deus. Desde então, a obra satírica foi aproveitada pelo Renascimento e em alguns Classicismos, ficando vigorizada na Europa, e na poesia de Gregório de Mattos. Devido suas sincrônancias, o mito do fauno fundiu-se com muitas outras culturas e, passando pelos séculos, adquiriu muitas representações artísticas. Além de ser trabalhada em obras literárias, o mito do fauno atingiu também a arte barroca e a arte renascentista. Representação A representação de Fauno, nas pinturas e esculturas antigas, é feita retratando-o como um homem de barbas, uma coroa de folhas sobre a cabeça e vestindo somente uma pele de cabras, segurando a cornucópia. Ovídio nos diz que tinha chifres na cabeça, e sua coroa era feita de pinus. Já para os faunos, Dillaway diz que “Os romanos os chamavam Fauni e Ficarii. A denominação Ficarii não deriva do latim ficus que significa figo, como alguns imaginaram, mas de ficus, fici, uma espécie de tumor ou excrescência que cresce nas pálpebras e outras partes do corpo, que os faunos eram representados como possuidores.” Fauno e Pã Sendo uma antiga divindade da Itália, nos tempos romanos Fauno adquiriu características que o tornaram similar ao deus Pã, grego.Entretanto, os romanos não fizeram a assimilação direta de Pã a Fauno: ora suas características estão unidas, ora está relacionado ao deus Silvano. Segundo Menard, os mitos gregos, ao se espalharem pela Itália fizeram com que se confundissem as relações entre Pã e Fauno, embora suas lendas fossem distintas. Culto A Fauno associavam, os romanos, um caráter de selvageria e travessura, a refletir uma convicção animista da maldade e hostilidade como algo natural nestes espíritos. O culto a Fauno dava-se em santuários, dos quais o principal era o Lupercal, localizado no monte Palatino, na gruta de Rômulo e Remo. Seus sacerdotes eram chamados Lupercos que usavam chicotes feitos com couro de cabra. Sua finalidade era atender aqueles que buscavam a fertilidade. Menard acentua que essa característica de fecundidade nos rebanhos era caráter comum a todos os primitivos deuses itálicos, donde receber Fauno as honras dos pastores. Fauno era cultuado especialmente por seus dons oraculares. Suas previsões se davam nas matas e eram comunicadas aos que as desejavam por meio de sonhos. Para isto, era necessário o consulente dormir nos lugares sagrados ao deus, sobre peles de animais adrede sacrificados a ele. A caverna de Fauno A gruta mitológica em que a Loba de Marte teria alimentado os gêmeos Rômulo e Remo, chamada de Lupercal, teria o mesmo nome que o lugar de adoração a Fauno. Em 2007, entretanto, o Ministro da Cultura italiano, Francesco Rutelli, anunciou a localização, em Roma, deste santuário. Possui adornos em suas paredes, teto em abóbada e suas dimensões são de 6,5 metros de altura e 7 metros de diâmetro. A caverna, agora lugar real e não fantástico, foi datada como sendo da Idade do Bronze. Google.

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